A FUSÃO JAZZ-ROCK
No início dos anos 60 do século XX grande parte dos músicos de jazz tinham um problema por resolver: ou seguiam a corrente free-jazz, mais radical, ou procuravam voltar a ir ao encontro dos gostos do público, juntando-se a outros estilos musicais.
A solução que muitos encontraram foi uma fusão com o estilo musical mais popular de então: o rock. A aliança entre o jazz e o rock, que viria a marcar a segunda metade da década de 60 e toda a década de 70, foi mal recebida pelos defensores do jazz mais tradicional, que consideravam esta fusão como um voltar atrás, uma cedência à música "fácil" ..
Outros, mais moderados, acreditavam que a magia do jazz está precisamente na capacidade de se adaptar e de receber elementos provenientes de outros estilos musicais e entendiam que as experiências com o rock eram inevitáveis e até bem-vindas.
Estava, pois, aberta a porta da eletricidade, dos amplificadores e das eletrónicas. Miles Davis, que sempre se manteve à margem do free jazz, foi mais uma vez o principal protagonista desta fase importante da história do jazz. Com os seus grupos elétricos esbateu fronteiras, levou o jazz onde este nunca tinha ido, trazendo novos públicos a ouvir a sua música.
Alguns músicos importantes da época:
Al Foster (bateria)
Bill Evans (saxofones)
Billy Cobham (bateria)
Chick Corea (piano)
Dave Liebmann (saxofones)
Eddie Henderson (trompete)
Herbie Hancock (piano)
Jaco Pastorius (baixo electrico)
John McLaughlin (guitarra)
Keith Jarrett (piano)
Jan Hammer (piano/teclados)
Jean-Luc Ponty (violino)
Joe Zawinul (piano/teclados)
Larry Coryell (guitarra)
Michael Brecker (saxofones)
Mike Stern (guitarra)
Miles Davis (trompete)
Philip Catherine (guitarra)
Randy Brecker (trompete)
Stanley Clarke (baixo eléctrico)
Tony Williams (bateria)
Wayne Shorter (saxofone tenor)